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Startups brasileiras, como fazer dar certo?

Mais alguns insights bacanas de um Slack qualquer sobre Startups.

(SIC)

– Uma coisa q não entendo, mas me incomoda, é startup brasileira (não sei como é lá fora) q vive torrando dinheiro de investidor, com receita zero ou ínfima, com produto bozenga, correndo atrás de métricas de vaidade, desesperada pelo próximo fundraising pra empresa não quebrar.

Muitas vezes focando em Escala e Otimização antes mesmo de ter encontrado um produto mínimo decente pra um mercado bacana (AKA Product/Market-fit)

Não to falando de empresas fodásticas com valuations bilionários e zero receita… Tô falando da nossa realidade brazuca…

Na verdade, queria entender melhor: Em que situação vale a pena esse caminho aí de priorizar $ de investimento em detrimento de $ própria (receita, bootstrapping, etc)? Qual opinião de vcs?

– Então, o que você tem que ver que que algumas empresa são criadas com objetivos diferentes. Empresas como Twitter e Snapchat, a visão é que com escala, você consegue virar a chave dos anúncios (modelo google). Outras são criadas para dominar um segmento e serem vendidas pra quem tem interesse naquele segmento. São modelos arriscados, mas válidos. Nem todo mundo é o Basecamp, nem todo mundo é o Whatsapp.

– Até aqui, blz… mas ainda não faz sentido pra mim certos “cases” brazucas… Queria entender melhor qual a estratégia (pra entender qdo vale a pena) ou se é incoerência mesmo… rs… entre o objetivo e a prática…

– Dá nome aos bois aí que a gente pode avaliar caso a caso. Acho que se a discussão for construtiva ngm das startups vai ficar puto não, kkk.

– Ah, tem várias… mas pra não deixar raso e poder se aprofundar no tema acho q é melhor um bar. Se quiserem especular, vou colocar uma que não conheço muitos detalhes e, portanto não posso afirmar que é tudo aquilo ali que eu escrevi… mas recebeu investimento recente e fiquei me perguntando qual seria a estratégia.

O q vcs acham?

– Então, conheço os caras da Gama. Eles têm receita e profitable em São Paulo. Que eu saiba, essa grana é pra expandir o programa pra outras partes do país. E IMHO, a gama não é uma startup pois falta o fator escalabilidade.

– Uhum, acho q a treta ae eh soh essa. Eu acho que consigo dar dois bons exemplos pra sua tese. Kekanto e Getninjas. Tinha essa mesma impressão, mas ao conversar com os caras mudei mto a visão. Getninjas, por exemplo, queima grana há uns bons tempos mas tem ótimos números de tração e retenção.

Apesar de escorregar com receita, a aposta dos caras é que, cedo ou tarde, mercado de micros serviços vai ser digital. E quando rolar a virada pra valer eles já tão bem. Kekanto sempre apostou na tese de “foursquare brasileiro”.

Só que eles não contavam que o 4sq ia fazer tanta merda e melar o exit deles. Qnt a gama, quem inclui como startup é pq a aposta dos bichos é escalar online. Mas tmb acho forçar, mas olhando como business, acho q eles tem feito algo legal (conheci dois ex alunos que recomendaram mto bem e tão empregados).

– Se micro serviços não deu certo nem lá fora, get ninjas tem esperança demais.

– Kekanto foi uma boa estratégia, mas é isso mesmo. Só tinha dois compradores possíveis e eles morreram.

– Eles ainda têm 2.1 milhões de visitas por mês… mas vai saber né…

– Semana passada ouvi o Hipsters.Tech do GetNinjas e resolvi testar com uma Passadeira em BSB… Fiquei “DE CARA” com o tempo de resposta… em 2 ou 3 minutos as mulheres me ligaram… achei fodástico… ligaram e mandaram zap

(No App, pro consumidor, não é aquela experiência “Uber” né… tipo, vou contratar a passadeira agora pelo app, como peço um Uber… tenho que finalizar a contratação por telefone/whatsapp… Mas ouvindo o Podcast eles explicam pq tomaram essa decisão e fez bastante sentido… achei massa tb)

Mas num é foda pra esses caras “depender” de investidor pra continuar vivos pq acreditam nesse sonho/aposta q vc citou?

Kekanto está ralando ainda, testando outras diagonais.

99jobs tb queima mto investimento e escorrega na receita né?

– Até onde eu sei sim, mas aparentemente o modelo de negócio mudou um pouco. Mas muito dinheiro foi gasto com aquisição de usuário e fb like.

– Mas não sei dizer atualmente como estão os retornos, mas o burn rate deve ser altíssimo ainda.

– rsrs… concordo… mas fala isso pra galera de branding q eles te matam! Aliás, taí uma pauta que acho interessante: O quanto diversos segmentos tentam puxar a sardinha (e o budget) das startups pro seu lado, já perceberam?? Advogados falam que se vc não iniciar uma startup bem estruturada juridicamente, vc vai se f* no futuro.

Galera de branding, fala que é essencial pra uma startup pensar no branding logo no início, pq um branding mal feito pode colocar tudo por água abaixo. Galera de MKT, fala que é essencial reservar X % pro MKT, pq não adianta ter um produto bom se não tiver um MKT foda.

– Haha mas se for levar em consideração que grande parte das startups tb fecham por não fazer as coisas direito, talvez nego devesse seguir mais alguns desses conselhos se pá.

– Meu princípio é que você tem que gerar algum valor primeiro, depois fazer dinheiro, o resto, é suporte. Ou seja, faz o que tem que fazer e no resto, só não faz cagada grande.

– Já fui em mentorias em q cada área dessa sugeria reservar no mínimo X% do seu orçamento pra fazer o básico do básico naquela área… somando os %s de cada área dava uns 350% rsrsrs.

30% pra MKT, 30% pra TI, 15% pra jurídico, 15% pra assessoria de sei lá o q, 30% pra aquilo outro e assim sucessivamente.

– O segredo da vida é escolher quais dials você vai colocar pra cima ou pra baixo. Não tem fórmula secreta. Mas tem uns “cheiros” que é fácil de identificar. Tipo uma empresa com forte aquisição online sem gastar com canais. Uma empresa de base tecnológica sem investir em dominar a sua tecnologia. Uma empresa de um setor altamente regulado sem um suporte jurídico (mesmo que ela esteja querendo quebrar o status quo).