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Pokémon Go: marketing e inovação disruptiva

As pessoas esquecerão o que você disse. Esquecerão o que você fez. Mas nunca esquecerão o que você as fez sentir. – Maya Angelou

Já escrevi por aqui sobre o quão importante é para a marca criar experiências para o consumidor final. As redes sociais tem um peso enorme em qualquer planejamento, sem dúvidas.

Mas você também pode usá-las para experimentar eventos externos, como uma espécie de “botão start”. As possibilidades são várias e enormes.

O que eu quero dizer é que apenas dialogar no ambiente online, todo o tempo, é pensar muito a curto prazo.

Oferecer ao cliente “um algo a mais” (como dizem os jogadores de futebol) é proporcionar longevidade e recomendações boca a boca do seu produto, dentre outras coisas.

O uso que alguns estabelecimentos estão fazendo do fenômeno Pokémon Go está aí para provar. Não entrarei em detalhes da história da série de TV e jogos de videogames que tornaram Pokémon popular no mundo todo.

Ficarei apenas no jogo que mistura geolocalização e realidade aumentada e que, em apenas dois dias, aumentou o valor de mercado da Nintendo em 7,5 bilhões de dólares.

Resumindo rapidamente, dentro do jogo como treinador o seu trabalho é localizar os Pokémons, capturá-los com a pokebola e depois treiná-los com o objetivo de deixar os monstrinhos mais fortes e, eventualmente, evoluir.

A dinâmica do jogo e a dificuldade de se encontrar alguns dos bichos fazem os fãs, antigos e novos, saírem pelas ruas – loucamente – com o smartphone na mão para pegar tudo o que encontrar pela frente.

O fenômeno em números

O tempo diário gasto com o game, em média, já deixou para trás “caras” como o Facebook, Twitter, Snapchat e Instagram. Entendeu o drama?

Cerca de 55% das pessoas que falam sobre Pokémon Go nas redes sociais são os millennials (pessoas nascidas no início dos anos 80). Até aí, tudo bem. Porém, ainda restam os outros 45%. E o que é que tem isso?

O que tem é que 24% dessa fatia são pessoas da faixa etária entre 35 e 50 anos**, e 11% estão em algum lugar entre os 7 e 20 anos de idade.

E então você tem os outros 10% que vão dos 52 aos 75+ anos** de idade. Isso mesmo. Pokémon Go é um jogo no qual os avós estão jogando com seus respectivos bisnetos!

**Inovação DisruptivaProduto ou serviço que cria um novo mercado e desestabiliza os concorrentes que antes o dominavam. É geralmente algo mais simples, mais barato do que o que já existe, ou algo capaz de atender um público que antes não tinha acesso ao mercado. Em geral começa servindo um público modesto, até que abocanha todo o segmento.

Marketing de Experiência

O game ainda não foi lançado no Brasil, porém os cases de sucesso ao redor do mundo podem fomentar algum tipo de insight de experiência com o cliente.

Você provavelmente deve estar se perguntando: “Por que isso é relevante para mim? Eu sou apenas um pequeno empresário (ou mesmo que você não seja um).”

Porque estabelecimentos de comida e/ou bebida têm tirado proveito de PokéStops (pontos espalhados pela cidade e que podem render itens interessantes do jogo) próximos, atraindo usuários para capturar Pokémons enquanto estão consumindo em sua loja.

Profissionais da área de saúde como médicos e dentistas, por exemplo, convidam os seus pacientes para um check-up ou exames de rotina com a garantia de que eles conseguirão um exemplar de Pokémon durante a consulta.

Seja por meio de um post no Instagram ou um e-mail marketing disparado para a base de contatos, museus e bibliotecas públicas também tem criado passeios onde as pessoas podem capturar os monstros durante a visita.

Enfim, a ideia do post é reforçar a eficiência das interações “fora” das redes sociais e os valores intangíveis que elas entregam.

O Pokémon Go é apenas um exemplo de como esse tipo de conversa pode dar muito certo. A questão é que o consumidor/fã/seguidor cada vez mais quer viver isso, e não apenas comentar e compartilhar os posts publicados. 😉