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O design centrado no cliente e a metodologia ágil

Experiência do cliente, design centrado no cliente e metodologia ágil.

Esses termos, que são interligados entre si, abrangem um amplo leque de ideias. A popularidade de tais itens direciona para o cotidiano dos profissionais de marketing, que adotam a metodologia do mundo de TI e do design para simplificar um ecossistema de marketing cada vez mais complexo – e para beneficiar o cliente.

Isso quer dizer que para alcançar esse resultado, precisamos adotar uma postura um pouco menos convencional.

O que significa experimentar um afastamento das “regras” sobre elementos de design, na busca em construir um melhor entendimento de como os padrões de design são utilizados e combinados, criando serviços digitais atraentes.

Esta compreensão evoluirá à medida que aprendermos mais sobre o que funciona para as pessoas que utilizam esses serviços.

Aqueles que trabalham com design centrado no cliente, por exemplo, é interessante:

  • Entender as necessidades dos usuários, o mercado, a tecnologia e os objetivos de negócios
  • Olhar para toda a experiência do usuário, e não apenas a parte digital
  • Medir e desafiar a eficácia do que foi construído
  • Sair da zona de conforto – ajudar os usuários a alcançar seus objetivos o mais rápido possível
  • Comunicar de forma clara e simples
  • Ser sincero sobre o que podemos e não podemos fazer pelos usuários
  • Não ter medo de experimentar
  • Tomar decisões de design baseadas em evidências
  • Reagir à mudança

Ok, todos esses princípios são bonitos e bacanas, mas como garantir que eles sejam uma realidade dentro das empresas?

Alguns dos fatores que garantem a prática dos pontos acima levantados são, por exemplo, a existência de um fundo financeiro específico para isso.

  1. Em algumas startups os próprios fundadores têm um fundo de design. Isso facilita a implementação e a experimentação de conceitos, já que aquela verba não onera em nada a saúde financeira da empresa.
  2. Os designers são líderes no processo, moldando a estratégia de negócios.
  3. A voz do usuário é fundamental. Nos cases de design mais famosos, como na Apple, isso é institucionalizado.
  4. A colaboração interna através de uma equipe multifuncional garante que diferentes conjuntos de habilidades possam ser trazidos de encontro às soluções mais simples, com cada departamento capaz de observar e refletir.
  5. A colaboração externa permite que o cliente se junte ao processo de feedback. A organização deve aprender “com o que as pessoas fazem, e não com o que dizem”.

Em comparação com a metodologia tradicional, que começa com a coleta de requisitos e, em seguida, prossegue através da finalização e assinatura de cada etapa do trabalho, o método ágil permite que os projetos mudem conforme as exigências e as condições do mercado.

Muitas vezes, processos e objetivos são simplesmente registrados em notas post-it dispostas em uma parede.

Hoje, talvez, as equipes de marketing não estejam adotando completamente o método ágil.

Mas mesmo nas versões mais “alternativas” do método – falhando rápido e solucionando as necessidades, prioritariamente – o progresso na maioria das vezes é observado.